Cuiabá, MT - - 15 de Outubro de 2018

Perito que ajudou a identificar e prender maior traficante do Brasil ministra palestra em Seminário organizado pelo Sindpeco/MT
10/10/2018 / 10:20:34
  

 Um verdadeiro roteiro de cinema, envolvendo um traficante de drogas procurado internacionalmente que se esconde por mais de vinte anos atrás de várias identidades e uma equipe obstinada de investigadores que trabalha de forma sigilosa por um longo período para conseguir prendê-lo. Não, não se trata de ficção científica. O caso é real, aconteceu no Brasil, e um dos peritos criminais que confirmou a identidade do traficante estará presente no evento organizado pelo Sindicato dos Peritos Oficiais Criminais de Mato Grosso (Sindpeco/MT) entre os dias 05 e 07/12/18.



Paulo Max Innocencio Reis é um dos autores do laudo de perícia criminal que garantiu a identidade do “Cabeça Branca”, ou Vitor Luís de Moraes, traficante de 58 anos, cuja fama pode ser comparada a do colombiano Pablo Escobar. Foram 18 meses de investigação sigilosa, que culminaram na prisão do investigado, no município de Sorriso, Mato Grosso, em meados de 2017. Na palestra com o título “Cabeça Branca: o exame de Comparação Facial na prisão do embaixador do tráfico", o perito trará detalhes técnicos sobre o exame de comparação facial realizado que levou o então traficante mais procurado da América Latina a um presídio de segurança máxima.



Matéria publicada pelo jornal O Globo (clique aqui para ler) em julho do ano passado revela que “foram tantas identidades falsas, operações plásticas e implantes de cabelos que os policiais federais ficaram na dúvida quando chegaram até Vitor Luís. Monitorado em grampos e vigiado nos deslocamentos, foi difícil confirmar que Vitor e Luiz Carlos eram a mesma pessoa. Foi necessário um trabalho detalhado de peritos do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal”.



O jornal traz ainda que, por mais de duas décadas, Vitor este envolvido em um esquema de tráfico internacional de drogas, abastecendo mensalmente países da Europa, África e Estados Unidos da América com pelo menos cinco toneladas de cocaína com alto grau de pureza. No Brasil, pode ter sido o principal fomentador da guerra travada entre quadrilhas rivais de criminosos no Rio e em São Paulo, fornecendo cocaína mais barata e sem tanta pureza para bandidos ligados às maiores facções do país.



Segundo a Polícia Federal, estima-se que o tráfico tenha rendido a Vitor uma fortuna em bens que chegariam a pelo menos US$ 100 milhões (cerca de R$ 325 milhões), movimentado uma cifra superior a R$ 1,2 bilhão. “Valores que transformam Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, bandidos classificados como barões das drogas no continente, como criminosos pés-de-chinelo”, afirmou O Globo.



Paulo Max Reis é graduado em Engenharia de Comunicações pelo Instituto Militar de Engenharia, possui Especialização (MBA) em Telecomunicações pelo CEFET/RJ e Mestrado em Engenharia Elétrica na área de concentração em Informática Forense e Segurança da Informação pela Universidade de Brasília. Também possui extensão em Didática do Ensino Superior, Aperfeiçoamento em Conhecimentos Militares e Capacitação em Fonética Forense. Tem experiência na área de Telecomunicações, com ênfase em Redes de Voz e Dados, atuando por quatro anos na implantação, manutenção e expansão da rede de voz e dados corporativa da Presidência da República e Exército Brasileiro.



Exerce desde 2006 o cargo Perito Criminal Federal do Departamento de Polícia Federal, atuando desde então na análise forense de evidências multimídia. Foi Chefe Substituto do Serviço de Perícias em Audiovisual e Eletrônicos do Instituto Nacional de Criminalística. Também atua como professor em cursos de pós-graduação em Computação Forense e Perícia digital, ministrando disciplinas de Processamento Digital de Sinais de Áudio, Processamento Digital de Imagens e Análise Forense de Imagens nos cursos de especialização em perícias em evidências multimídia, oferecidos pelo Instituto Nacional de Criminalística aos Peritos Criminais de todo Brasil.



Para obter mais informações sobre os palestrantes, os temas dos debates e a inscrição no XII Seminário Nacional de Fonética Forense, IX Seminário Nacional de Pericias em Crimes de Informática e IV Seminário Nacional de Analise Forense de Imagens - que serão realizados de forma simultânea entre os dias 05 e 07/12 no Mato Grosso Palace Hotel -, clique aqui e visite o site do evento.

 
Autor: Assessoria de Imprensa do Sindpeco/MT
 
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