Cuiabá, MT - - 26 de Janeiro de 2020

Perícia Criminal: os riscos de uma atividade fundamental para a justiça
30/05/2011 /
  

Um profissional que pode estar sujeito a riscos físicos, contaminação biológica, intoxicação ou queimaduras pela utilização de produtos químicos nocivos na analise de materiais, estresse, cansaço excessivo pelas extensas jornadas de trabalho, entre outros. O perito criminal, dependendo da sua área de atuação, certamente se depara com alguns desses perigos enquanto cumpre uma missão social fundamental: a busca pela justiça.

Eventualmente, a imprensa veicula matérias que abordam a rotina dos peritos criminais, profissionais que lidam diretamente com todos os possíveis tipos de crimes e que são fundamentais na solução dos casos, dos mais simples aos mais complexos. O Profissão Repórter mostrou, recentemente, um pouco do trabalho de alguns peritos em casos de violência e assassinatos, mas o campo de trabalho é muito mais amplo e há várias etapas de caráter técnico-científico até que o laudo final seja definitivamente emitido.

Além de uma rotina movimentada e cansativa - com plantões de 24 horas e apenas quatro dias de intervalo, em que o perito deve conciliar descanso e análise dos casos que está responsável e confecção de laudos periciais - o perito criminal também pode correr riscos durante o trabalho. “No setor de balística, relacionado ao estudo das armas e projéteis utilizados em crimes, por exemplo, apesar de todos os cuidados que os peritos já estão habituados, por vezes, um disparo acidental no laboratório coloca em risco a vida de algum deles”, exemplifica o presidente do Sindicato dos Peritos Criminais de Mato Grosso (Sindpeco-MT), Márcio Godoy. O manuseio de cadáveres, cuja vítima era portadora de alguma doença grave transmissível, também pode vir a contaminar o perito criminal. Há ainda, em nível nacional, casos de perseguição e tentativa de homicídio a profissionais que trabalharam em determinados casos.

A perícia em locais de assassinatos ou brigas com lesões corporais também é um processo delicado. Como prever se o assassino ou agressor não está por perto e se não terá alguma atitude contra os peritos?  

Em Mato Grosso, as solicitações de investigação à perícia oficial – nas áreas de criminalística, medicina legal e laboratório forense - chegou, em 2010, a 48.434. Os profissionais responsáveis se dividem em inúmeras áreas para atender às ocorrências, mas os casos exigem certas especificidades, como pessoas especializadas na área de engenharia, química, biologia, entre outros.

O número de peritos que atendem a demanda atual do estado está muito abaixo do indicado pela Associação Brasileira de Criminalistas (ABC). Com a recente nomeação de 65 aprovados no último concurso público, cerca de 145 profissionais estão responsáveis por atender os 141 municípios do estado. O indicado para Mato Grosso, de acordo com a ABC, seria cerca de 600 peritos (números com base na proporção ideal, que seria de um perito para cada cinco mil habitantes).

 
Autor: Luana Soutos / Assessora de Imprensa
 

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