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Grupo de peritos criminais de MT mostram realidade da profissão no Instagram

Qual a importância das manchas de sangue num local de crime? Você sabia que em casos de morte encefálica podem surgir reflexos como movimentação da cabeça ou dos membros? Essas e outras curiosidades do cotidiano da perícia criminal são apresentados nas redes sociais como o @csi.matogrosso mantido por um grupo de quatro peritos criminais, cada um especializado em uma área como engenharia, medicina, analista de mancha de sangue e meio ambiente.

A ideia de mostrar o cotidiano do trabalho de levantamento de indícios e provas que dão materialidade para investigação criminal. Os peritos Daniel Soares, Rosângela Guarienti, Luiz Vinicius Laborda e Thelma Jakeline resolveram se juntar após ver iniciativas de peritos de outros estados em mostrar o dia a dia e até mesmo as dificuldades que os profissionais passam, o que pode ajudar no direcionamento de políticas públicas.

Querendo ou não, a Politec é a menor instituição de Segurança Pública e todo mundo liga a Politec somente com morto, com o IML (Instituto Médico Legal). A intenção é justamente essa, mostrar que a Politec não é somente IML, não é somente ir lá no local e retirar o corpo com o rabecão, a Politec tem muito mais a oferecer a população de Mato Grosso. A gente está ali lado a lado com a polícia buscando a verdade, buscando a persecução penal da justiça”, destacou Daniel Soares.

Além de associação do trabalho de perícia com o IML, outro mito em relação ao trabalho pericial é associação com o seriado CSI, em que muita coisa mostrada é apenas ficção em qualquer lugar do mundo. Por exemplo, a rapidez para se chegar a amostras de DNA em ossada.

“A extração de um osso, de um dente são processos bem mais demorados, do que exame de paternidade com amostras de pais e filhos. Em qualquer lugar do mundo esse processo de extração é demorado, não é Mato Grosso, não é São Paulo, não é Brasil, é qualquer lugar do mundo! Se você for nos Estado Unidos também vai demorar porque ele vai ter que macerar o osso, vai ter que extrair, vai ter que amplificar depois ele vai ter que ver se tem a quantidade necessária para fazer confronto. Tem análise de DNA que muitas vezes pode demorar de 3 a 6 meses só no processo de extração e amplificação São processos que tem uma grande dificuldade quando se trata de material de crime”, explicou.

Qualidade técnica

Daniel Soares também destaca a qualidade técnica dos peritos criminais de Mato Grosso. São pessoas altamente qualificadas, que estudam sempre para se manter atualizada, contudo, um dos gargalos é a dificuldade de ter material de trabalho. “O que nos falta muitas vezes é investimento em estrutura porque nós temos excelentes profissionais trabalhando em todas as seções da Politec”.

Desde que iniciaram criar a página no Instagram em novembro de 2018, já contam com quase 4 mil seguidores e o grupo tem recebido feedback positivo via direct em relação a atividade da Politec.

“Ajudou a mudar a visão que as pessoas tinham do perito no estado de Mato Grosso. Não somos ‘estrelinhas’, nós somos pessoas como qualquer outra pessoa, nós estamos ali acessíveis. A Politec é muito mais aberta a população do que as pessoas imaginavam e fazemos trabalho relevante, pois somos nós quem fazemos a produção fundamental dentro da investigação criminal, porque toda a prova material produzida em um processo somos nós quem produzimos”.  

Autor: Assessoria de Imprensa
Data: 14/04/2020