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Software torna análise de imagens de celulares apreendidos mais ágeis

A análise de imagens de celulares apreendidos seja em operações de pornografia infantil, tráfico de drogas ou armas, dentro outros casos criminais, no setor de computação forense da Politec ganhou um novo aliado para que os peritos pudessem ter o trabalho mais célere. Desenvolvido em uma parceria entre o setor de computação forense e o pesquisador Thiago Ventura, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o software ML Forensics torna a análise de imagens mais ágeis.

“A gente tinha necessidade de fazer um processamento da classificação de tipos de imagens, de drogas, armas, com a demanda que a gente tem de perícia acaba não sobrando tempo de desenvolver e o Thiago, que é professor da UFMT. Como ele é da área de aprendizado de máquinas levei a demanda para ele, que desenvolveu o projeto”, explica o perito criminal Thiago Santos.

O programa tem algoritmos de rede neural e ele vai aprendendo conforme vai recebendo informações do que é uma foto de droga, de armas de fogo, arma branca, pornografia. Geralmente a extração de imagens, vem numa média de 10 mil imagens para análise e ao invés de olhar toda essa gama de imagens, o programa faz um filtro e reduz para 200, 100 imagens.

“Ainda estamos em fase inicial, fazendo testes. Essa rede neural precisa ser treinada para identificar o modelo. Passamos alguns modelos de laudos que temos de armas, de drogas para o programa, também foi usado algumas bibliotecas para identificar pornografia que já estão prontas e adaptadas para uso forense, daí a necessidade do perito olhar depois do filtro feito pelo programa”, explicou Thiago Santos.

Normalmente os peritos criminais buscam ou desenvolvem novas tecnologias para facilitar e agilizar o trabalho pericial, contudo, devido ao montante de trabalho e falta de pessoas, o desenvolvimento de novos programas fica em segundo plano.

O ML Forensics foi desenvolvido há cerca de cinco meses e durante cerca de 3 meses o pesquisador da UFMT trabalhou com os peritos e deixou o projeto inicial, mas que ainda precisa ser desenvolvido ainda mais, contudo, já tem ajudado na análise das imagens periciais. Há pouco menos de um mês que alguns peritos do setor passaram a usar a ferramenta.

“Eu faço uma pré-classificação da forma antiga e também faço classificação com o software para ver o que ele está trazendo e avaliar o quão vantajoso é utilizá-lo. Pelo que já observei, é bem promissor e temos possibilidade grande de continuar desenvolvendo a ferramenta”, explicou o perito.
 

Autor: Assessoria de Imprensa
Data: 29/01/2019