Foi por meio da digital plantária, ou a digital dos pés, que peritos criminais da região de Sinop conseguiram chegar ao provável responsável pelo assassinato do professor Sidnei Aparecido Farias, de 42 anos, em Peixoto de Azevedo (
Para o presidente do Sindicato dos Peritos Criminais de Mato Grosso (Sindpeco/MT), Márcio Godoy, o caso é um exemplo do quanto a preservação do local do crime é importante para o êxito do trabalho pericial. “Um pequeno detalhe pode influenciar na conclusão do laudo. O ideal é que ninguém mexa em nada nas cenas de crimes, até que a perícia tenha feito toda a vistoria no local. Mas, infelizmente não é todo mundo que tem essa consciência”, afirma.
A vítima foi encontrada na chácara onde morava, e a perícia de Sinop foi acionada no mesmo dia pelo delegado Geraldo Gerzoni. Segundo ele, as pegadas foram rapidamente detectadas e o processo pode ser desenvolvido, levando a prisão do suspeito ainda em fevereiro, poucos dias após o corpo ser encontrado.
Os peritos responsáveis pelo caso são André Fúrio e Fabiano Cardoso, que tiveram auxílio dos colegas locais Henrique Praeiro, Deusimar Rosa, Carlos Ferraciolli, entre outros. “O trabalho pericial é realizado pelo grupo de peritos, e não de maneira isolada. A participação de cada um dos colegas no caso foi de extrema importância”, destaca Cardoso.
“O desfecho desse caso também demonstra o preparo dos peritos do interior do estado, que mesmo com uma estrutura precária estão conseguindo obter resultados bastante satisfatórios em seus trabalhos”, acrescentou Godoy ao elogiar os colegas.
Autor: Luana Soutos / Assessoria de Imprensa / Sindpeco-MT